Acabo de voltar de mais uma pernada, promovida às minhas custas pela minha querida operadora de plano de saúde, vulgo UNIMED PLANO ‘FÁCIL’. Depois de pedir dispensa do trabalho, dirijo-me ao lado oposto da cidade para realizar um exame de mapa de pressão, ou sei lá que nome isso tem. Na segunda feira, ao falar com o atendente da UNIMED, na av. Generoso Ponce, disse-me ele que eu não precisava pedir autorização para realizar exames. Eu deveria ter gravado isso... Muito bem, exame marcado, na hora combinada, lá estava eu pontualmente. Autorização negada... Porque? Primeiro, a clínica não está credenciada na UNIMED “fácil”. Segundo: POR QUE EU PRECISO SIMMMMMMMMMMMM DA AUTORIZAÇÃO. Perdi meu tempo, fiquei com horas para repor no serviço, gastei gasolina, estacionamento e não resolvi nada. Se você está pensando em contratar um plano UNIMED, pense dez vezes. Tenho seis meses de plano, até hoje não sei quem faz parte da maldita rede credenciada no plano ‘fácil’. Não tenho sequer uma cópia detalhada com direitos e obrigações. Tudo que me forneceram e ainda por que eu fiz pedido no sindicato, foi uma cópia mequetrefe, de uma página apenas, informando montes de números que eu não consegui traduzir em serviços oferecidos e procedimentos necessários. Não tenho cópia detalhada do contrato até hoje. Não tenho guia médico impresso. Quando preciso me consultar, tenho que me deslocar até a agência da operadora, pedir autorização e me sujeitar a liberação. Esperei pelo fim da carência nos exames por seis meses. Hoje é este o serviço que me é oferecido. Liguei no 0800, número de protocolo: 208325. Sabe o que ficou resolvido? Nada. Acabo de ligar no consultório do oftalmologista, já antevendo aborrecimentos e pergunto se eles atendem pelo plano ‘fácil’, adivinhe a resposta? Não, óbvio. Já desmarquei a dita cuja. Me recuso a permitir que a UNIMED escolha por mim, qual profissional irá me atender. É o cúmulo do absurdo, pagar e ainda ter que pedir autorizações.
Tava no cinema agora a pouco. Assistia o filme Preciosa, trata-se de um drama, contado com extrema dignidade. Mas a bizarrice não estava na tela e sim na platéia. Um grupo de quatro ou cinco jovens, pelo menos três delas mulheres, ria a não poder mais das cenas de estupro. Em dado momento de tensão, a personagem principal do filme amamentou o filho recém nascido. O grupo quase teve uma síncope coletiva, ao explodir em risos. Não sei o que eles estavam usando no momento, mas foi algo extrememente desagradável. Como disse o David, ''o mundo é esse...''
Abertas inscrições para Programa de Monitoria 2010
A Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informa que as inscrições de propostas dos cursos para o Programa de Monitoria para o ano letivo de 2010, nas modalidades de bolsas de monitoria remuneradas e voluntárias, estão abertas até o dia 22 de março.
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O valor da bolsa monitoria remunerada é de R$ 300,00 mensais para o ano letivo de 2010.
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A carga horária destinada ao Programa é de 20 horas semanais, para os monitores remunerados ou voluntários, distribuída entre orientação do professor, estudos e atividades didático-pedagógicas relacionadas ao ensino e pesquisa da disciplina.
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A monitoria voluntária não dá direito à remuneração e as atividades exercidas pelos monitores em ambos os casos não geram vínculo empregatício de qualquer natureza.
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As propostas de monitoria devem ser encaminhadas à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação por meio de protocolo e via eletrônica (proegmonitoria@.ufmt.br) com a proposta do curso com justificativa das disciplinas a serem contempladas no programa e com o plano de trabalho das disciplinas envolvidas (semestral ou anual de acordo com o regime do curso).
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A análise das propostas de monitoria será feita por uma comissão designada pela Proeg, a quem caberá à apreciação e a distribuição das vagas de monitorias remuneradas por curso.
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O resultado final da bolsa monitoria remunerada e voluntária será divulgado no portal da UFMT (www.ufmt.br), a partir do dia 12 de abril.
Estava eu dirigindo pela cidade quando me deparei com estes dois out doors. A combinação ficou bem interessante. Creio que não houve intencionalidade da parte da agência de publicidade, mas que dá o que pensar, ah dá... O primeiro out door, alertava para o perigo do uso de álcool pelos motoristas, durante o período de carnaval. Não é possível visualizar as duas últimas letras da palavra diversão, mas elas estão lá. O segundo out door, mostra o rostinho meigo de algumas ilustres figuras públicas matogrossenses, que graças à Deus já fizeram a passagem. A junção das duas coisas, atuação política e diversão, ficou bem interessante. Cada um tire suas conclusões... Eis o primeiro out door: . . . . . . . .. . . . . . . . . .
Segunda feira, acordo uma hora mais cedo que de costume para não perder o horário da consulta agendada para 8.40h. Chego lá as 7.55h, apresento meus documentos e aguardo. O primeiro horário agendado era o meu, mas em lá chegando, descubro que o atendimento é por ordem de chegada. Haviam umas quatro pessoas na minha frente, já fiquei irritada, pois planejei passar pela consulta e me encaminhar imediatamente ao laboratório e realizar os exames de praxe, em seguida voltaria ao trabalho. Uma voz irritante me interpela: - A senhora tem autorização? - O quê, autorização? Pra quê? - Para poder realizar a consulta. - Moça, meu plano está rigorosamente em dia, preciso mais de quê para ser atendida? - Precisa da autorização da Unimed, senhora. - Deve haver algum engano, no momento de contratar a venda, ninguém me falou que o Plano "Fácil", era cheio de burocracias... - Fale com o atendente da Unimed, senhora... Pra resumir, descobri que para poder me consultar, tenho que pedir primeiro a benção da Unimed. E mais, não cabe a mim escolher o médico, eles é que decidem por mim... é mole? Só posso escolher um profissional cuja especialidade não esteja entre as oferecidas pela Unimed no local de autorização. Mais um detalhe: a bendita autorização tem que ser pedida de corpo presente! Em plena era de internet, eu tenho que deixar meu serviço, me deslocar até o centro da cidade, debaixo de um calor infernal e um trânsito pior ainda, para olhar nos lindos olhos do atendente e pedir que me conceda aquilo que eu já pago (e caro) para ter. Perguntei a ele se o fato do plano se intitular "fácil'', era alguma ironia... Ligo furibunda para a pessoa que me vendeu o plano. - Ah, mil perdões, eu esqueci desse detalhe, blá, blá, blá... Pergunto a ela quem vai pagar a gasolina que eu gastei atravessando a cidade, atrás de uma consulta que não consegui fazer, e pela qual esperei cerca de quarenta dias até a médica ter agenda disponível. Sem resposta. Pergunto quem vai me reembolsar o valor do estacionamento. Sem resposta também. Nisso me lembro que, mesmo de posse da bendita autorização, terei que marcar a consulta para outro dia e talvez a médica não tenha agenda disponível novamente. Sair de casa em jejum para fazer os exames é completamente inútil, pode contar que perderei, no mínimo dois períodos para resolver isso. Resultado: terei que pedir dispensa do serviço novamente para me consultar e fazer os exames. Gastar gasolina, tempo e grana tudo de novo... E talvez as surpresas continuem a aparecer, tem mais essa... Volto para o trabalho, e me humilho para a chefia explicando o que aconteceu. Pior ainda, já dizendo que faltarei novamente ao serviço e desta vez em dobro, já que a consulta ficou para o período da tarde e os exames serão feitos outro dia pela manhã... Alguém diz: -Mas é seu direito... Sim, estou no meu direito, e os prazos e editais esperam por direitos? Enfim, no meio da confusão ainda tive 'sorte', consegui remarcar a consulta por 'encaixe' (sendo que esperei quarenta dias...) e farei os exames amanhã de manhã ou sei lá quando. Ah, mais uma coisinha: você só pode se consultar com o médico da especialidade que a Unimed não oferece no local de autorização. Ou seja, vai querer me convencer de que este profissional terá plena liberdade de pedir consultas e exames extras, se isso não for conveniente para a operadora do plano de saúde? Óbvio que não! Ligo de novo para a bendita vendedora e solicito mudança de plano. Serão mais R$120,00 por mês para não ter que pedir arrego, toda vez que precisar me consultar. Quem dera que esta mudança fosse automática, mas não, ainda levará cerca de dois meses até que eu tenha direito à dignidade. Sem contar que já comecei pagando um mês adiantado, sem direito a usufruir de nada e agora já fazem seis meses de plano e os aborrecimentos continuam. Nunca vi um contrato tão leonino, com tantos direitos para a operadora e tantas obrigações para o consumidor como esse contratado pela UFMT. Só a Unimed detém direitos e benefícios, ao servidor cabe apenas pagar e se humilhar para usar o plano. Simplesmente ridículo, odioso. Abaixo, um vídeo com um exemplo das propagandas que invadem as nossas casas e mostram uma Unimed que não corresponde à realidade. Em termos de direitos do consumidor, este país ainda está na idade das cavernas.
O povo clamando pro samba não morrer Sambista de fato não deixa esmorecer Bate no peito com raça e dignidade O samba vem de Angola Mexe meu peito, a mais pura verdade
Dizem que o samba da gente já morreu Isso é conversa fiada, o samba cresceu E Donga dizia pelo telefone Que o samba é a alma do povo, Raiz verdadeira, Brasil é seu nome
Samba de Monarco, de Ratinho De Noel, de Padeirinho e do Silas de Oliveira Samba de Katimba e da Vila, dona Ivone, Jovelina E também João Nogueira Samba pros poetas de verdade Do Paulinho da Viola e pro Nélson Cavaquinho Olha que o Candeia foi chegando E o Sem Braço foi versando Devagar, no miudinho
Assisti ontem essa comédia deliciosa. Embora não seja uma história primorosa, traz situações de humor inteligente. Por três ou quatro vezes a sala do cinema veio abaixo, por conta das provocações hilárias entre as personagens de Meryl, Alec e Steve. Merece ser visto algumas vezes, com certeza. Leve, delicado, bem humorado, quase perfeito. Abaixo, um trailer, mas o filme é bem melhor...
Realmente, ao assistir o filme, há vários momentos em que se percebem detalhes que deixam um certo mistério no ar sobre a história pregressa de Pandora e de seus habitantes. Tomara que a sequência não demore muito a chegar. E que a continuação seja tão boa ou melhor que a primeira parte. Muito bom. Veja a notícia da UOL:
James Cameron vai contar história dos Na'vi em sequência de "Avatar", que deve tratar da vida dos habitantes do planeta Pandora. da Efe, em Los Angeles
Cameron comentou que a segunda parte do blockbuster não deve se chamar "Avatar 2", mas sim "Na'vi", nome dos habitantes do mundo criado pelo cineasta.
Responsável por filmes como "Titanic", "Aliens" e "Exterminador do Futuro", ele afirma gostaria de dirigir a sequência, embora deixe aberta a possibilidade de outro diretor tome as rédeas do projeto, que deve ter ainda mais um capítulo completando a trilogia. Cameron fez essas declarações ao site Sci Fi Wire, durante a cerimônia do Visual Effects Society Awards, na qual recebeu uma homenagem por toda a sua carreira. Além da sequência, esse ano Cameron ainda deve escrever um livro que servirá de precursor a "Avatar". Nele, o diretor planeja contar os fatos que antecederam a história contada no filme. .
Achei este texto interessante e gostaria de compartilhá-lo. Suas autoras são Vaneza Cauduro Peranzoni e Soraia Napoleão Freitas. Para lê-lo na íntegra, acesse este link. Aqui um pequeno trecho:
"(...) Na Idade Antiga, acreditava-se que o "comportamento diferente" da PNEE era conseqüência de forças sobrenaturais, sugerindo a crença em uma origem demoníaca das doenças e, mais especificamente, da deficiência mental. Com o advento da Idade Média, intensificou-se a crença no sobrenatural. O homem passou a ser submetido a poderes invisíveis, tanto para o bem quanto para o mal; a prática de magia e as relações com o demônio eram parte do cotidiano.
Em conseqüência disso, segundo AMIRALIAN (1986), a sociedade agia distintamente com as PNEE, conforme o tipo de excepcionalidade apresentada: os psicóticos e epilépticos eram considerados possuídos pelo demônio; alguns estados de transe eram aceitos como possessão divina, e os cegos eram reverenciados como videntes, profetas e adivinhos.
Em torno do século XVIII, começam aparecer explicações naturalistas para o comportamento dos deficientes. Segundo PESSOTTI (1984, p.72), "o desenvolvimento da ciência permite questionar os dogmas religiosos e começam a surgir estudos mais sistemáticos na área médica visando explicar tais comportamentos".
Os estudos na área da medicina permitiram verificar que muitas deficiências eram resultantes de lesões e disfunções no organismo. Dessa forma, a medicina começa a ganhar um forte espaço, e as PNEE passam a ser vistas como objeto e clientela de estudo desta área. Isso não significou ainda uma redução na discriminação social de que eram vítimas, mas, sim, um marco no que se refere ao atendimento às suas necessidades básicas de saúde apenas.
Assim, podemos dizer que há uma continuidade da segregação aos deficientes. Com o objetivo de oferecer tratamento médico e aliviar a sobrecarga da família e da sociedade, as PNEE eram mandadas para asilos e hospitais, na companhia de prostitutas, loucos e delinqüentes.
Com a Revolução Industrial, o panorama da concepção de deficiência muda um pouco seu foco, considerando que esse período retrata um processo de transformações econômicas e sociais, caracterizadas pela aceleração do processo produtivo e pela consolidação da produção capitalista, abrindo caminho para o processo de produção em série, que exige a escolarização em massa de seus trabalhadores.
Surge, então, uma nova parcela da população que passou a ser considerada menos eficiente, ou seja, deficiente, aqueles que não conseguiam aprender conforme as normas escolares instituídas. Observa-se que, até o início do século XIX, a deficiência estava associada à incapacidade, à idéia de inutilidade e dependência, e não havia nenhuma preocupação com a mudança desse quadro.
O abandono e a eliminação das PNEE eram atitudes comuns e não eram fundamentadas a preceitos morais e éticos que regiam as relações sociais das diferentes épocas. Somente no final do século XIX e no início do século XX é que se criaram instituições para os deficientes mentais moderados e profundos, com a finalidade de servir de asilo para que eles "incomodassem" o menos possível.
Se observarmos a evolução histórica da deficiência no que se refere ao atendimento educacional, a área denominada de Educação Especial expandiu-se, no Brasil, com a criação de entidades filantrópicas assistenciais e especializadas destinadas à população das classes menos favorecidas. Ao lado dessas instituições, surgiram clínicas e escolas privadas para o atendimento das PNEE das classes mais altas.
Em relação ao atendimento, notamos um número elevado de profissionais ligados ao modelo médico da deficiência, no qual esta é vista como um "problema" do indivíduo e, por isso, o próprio deficiente terá que mudar para se adaptar à sociedade ou terá que ser mudado por profissionais através da reabilitação ou cura. (...)"
Pela paz, democracia, direitos humanos, eleições livres e limpas
"Você sabe com quem está falando?"
Madá
Cuiabá, MT, Brazil
Como se consolida a cidadania num país, onde a população não pode crer no seu congresso, nas políticas, na polícia, na justiça, no senado, no cumprimento da legislação? Qual a credibilidade de um país onde corrupção e impunidade são a certeza mais firme e a acepção de pessoas, uma prática comum?
De que adianta dispormos de uma Carta Magna e eleições diretas se somos fantoches do teatro político? A única diferença deste momento para o período de ditadura é que agora podemos falar, mas fazemos isso ao vento. Não há respostas. Continuamos debaixo dos pés da ganância inescrupulosa de quem detém o poder, seja na mídia, política, economia, justiça ou qualquer outro setor.
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Quem é 'Procusto' ?
Personagem da mitologia que amarrava suas vítimas a uma cama de ferro e fazia com que se ajustassem a ela: se fossem menores, esticava-as até a morte, se maiores, serrava-lhe as pernas! O nome deste blog se deve a uma tentativa de escapar dos leitos de Procusto, aos quais a vida nos submete constantemente. Uma forma de dizer não às imposições da vida.
Tempo, tempo, tempo...
Imagine
"É possível, faça acontecer!
Deixe a paz guiar seu coração:
acredite no inacreditável,
o sonho não acabou
e talvez nunca acabe.
Vamos viver o inacreditável:
favela sem sangue,
cidade sem casta,
nações sem bombas.
Shiva, Krishna, Jesus, Yemanjá,
salve Deus, salve Oxalá!
Não importa sua crença,
sua cor ou raça,
juntos podemos mudar!
Imagine!"
AfroReggae
"Estou aqui de passagem,
mas não a passeio."
Marcelo D2
"Em pleno século XXI,
ainda permanecem insondáveis
os meandros da justiça brasileira."
Madalena Nunes
Beleza feminina
"Celulite quer dizer:
eu sou gostosa,
em braille..."
Léo Jaime
"O mundo está três doses atrasado."
Humphrey Bogart
"A ficção é a história secreta das sociedades."
Julio Cortázar
"Só dorme bem quem aprende a repousar dentro de si"
.
"Não existem heróis.
Todo gigante encontra obstáculos
que o transformam em criança"
.
Augusto Cury
Vieste
Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos prá mim
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas ao vento
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, velando por mim
Ivan Lins
Assombros
Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.
Fora, não se dão conta os desatentos.
Entre a aorta e a omoplata
rolam alquebrados sentimentos.
Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.
Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.
Affonso Romano de Sant'Anna
Fome de justiça
"Afinal de contas,
não é por isso que se realizam
todas as revoluções?
Que coisas mais importantes haverá
que o brinquedo e a beleza?
A justiça e a fraternidade,
não são elas mesmas nada mais
que condições para que os homens
se tornem crianças e artistas?
Não basta que os pobres tenham pão.
É necessário que o pão seja comido
com alegria, nos jardins.
Não basta que as portas das prisões sejam abertas.
É necessário que haja música nas ruas.
Política, no final das contas,
não será simplesmente isto, a arte da jardinagem transplantada para as coisas sociais?"
Ruben Alves
Falando de Amor
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu, o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Quando passas tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti, meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração
Quarteto em CY
Metáfora
Uma lata existe para conter algo.
Mas quando o poeta diz "lata",
Pode estar querendo dizer o incontível.
Uma meta existe para ser um alvo.
Mas quando o poeta diz "meta",
Pode estar querendo dizer o inatingível.
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata.
Na lata do poeta tudonada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível.
Deixe a meta do poeta, não discuta.
Deixe a sua meta fora da disputa.
Meta dentro e fora, lata absoluta.
Deixe-a simplesmente metáfora.
Gilberto Gil
Flores
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho.
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro.
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro.
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro.
Há flores por todos os lados,
Há flores em tudo que eu vejo.
A dor vai curar essas lástimas.
O soro tem gosto de lágrimas.
As flores têm cheiro de morte,
A dor vai fechar esses cortes.
Flores, flores...
As flores de plástico não morrem.
Titãs
Canção pra quando você voltar
Quando o sol de cada dia entrar
Chamando por você
Querendo te acordar
Vai ter sempre alguém pra receber
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá
Alguém pra olhar a casa
E alguém que regue o seu jardim
Até você voltar
E como é normal acontecer
Se num entardecer
A dor te visitar
Vai ter sempre alguém pra socorrer
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá
Enquanto a noite passa por mim
Eu rego o seu jardim
Você já vai voltar
Leoni
Bola de Meia, Bola de Gude
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito,
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Milton Nascimento
Feito pra durar
Eu quero um amor tranquilo
Que me dê um filho,
que me dê a mão
Eu quero um amor no cio
Pra encher o vazio do meu coração
Eu quero viver meu sonho E dentro dele tudo o que eu tiver direito Eu quero um amor sem tamanho
De um jeito que caiba
dentro do meu peito
Eu quero um amor que venha
Me trazer o vento quente do verão
O fogo pra queimar a lenha
Que me pegue em cheio
como um furacão
Eu sei que tudo vai mudar Quando você vier Pra ser o que eu vivo a esperar
Pra ser minha mulher
Eu sei vai ser tudo de bom
Mas esse alguém tem que acreditar Que amor foi feito pra durar
Eu tento me erguer
Às próprias custas
E caio sempre nos seus braços
Pobre diabo é o que sou...
Um girassol sem sol
Um navio sem direção
Apenas a lembrança do seu sermão...
Você é meu sol
Um metro e sessenta e cinco de sol
E quase o ano inteiro
Os dias foram noites
Noites para mim...
Meu sorriso se foi
Minha canção também
Eu jurei por Deus
Não morrer por amor
E continuar a viver...
Como eu sou um girassol
Você é meu sol...
Morro de amor
E vivo por aí
Nenhum santo tem pena de mim...
Sou agora um frágil cristal
Um pobre diabo
Que não sabe esquecer...
Nasi
Resposta
Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou...
Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero
Resposta...
Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...
Você está vendo
O que está acontecendo?
Nesse caderno
Sei que ainda estão...
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...
Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...
Samuel Rosa / Nando Reis
Dia Branco
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto
Esse tão grande amor
Geraldo Azevedo e Renato Rocha
Eu Não Existo Sem Você
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
Levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Antonio Carlos Jobim
Vinicius de Moraes
Do filme 'Chega de Saudade'
'Esse homem improvável
com olhos de menino
fez o meu corpo flutuar sem peso.
Senti uma felicidade
sem passado nem futuro.
Teria beijado esse homem,
cujos olhos alegres me convidavam a voar.
Teria beijado,
se soubesse fazer escolhas,
mas nem quando o mundo escolhe por mim
e apaga as luzes acendendo o luar,
nem nessa hora eu ouso escolher
o que o meu coração palpita'.
Giz
...
És parte ainda
do que me faz forte.
Pra ser honesto
sou um pouquinho infeliz,
mas tudo bem...
Legião Urbana
Se minha balança falasse...
Causa Albina em MT - APAMT
Blog do David Bissigo Ricco
Blog Castro Digital
Blog Albino Incoerente
Ter albinismo é natural.
Lutar por políticas de inclusão, também.
Blog Ponto Rouge
Blog Coisas do Coração - Luísa
Blog Creatividad y Imaginación
Blog Pasteleria Mundo de Fantasia
Conheça e defenda a Declaração Universal dos Direitos Humanos
O primeiro selo a gente não esquece...
Ganhei este selo através da Luisa, do Blog Coisas do Coração.
Con la paz de las montañas, te amaré.
Con locura y equilibrio, te amaré.
Con la rabia de mis años,
Como me enseñaste a ser,
Con un grito en carne viva, te amaré.
En silencio y en secreto, te amaré.
Arriesgando en lo prohibido, te amaré.
En lo falso y en lo cierto,
Con el corazón abierto,
Por ser algo no perfecto, te amaré.
Te amaré, te amaré
Como no esta permitido.
Te amaré, te amaré,
Como nunca nadie ha sabido.
Porque así lo he decidido, te amaré.
Por ponerte algun ejemplo te diré,
Que aunque tengas manos frias, te amaré.
Con tu mala ortografia
Y tu no saber perder
Con defectos y manias, te amaré.
Te amaré, te amaré
Porque fuiste algo importante.
Te amaré, te amaré
Cuando ya no estes presente,
seguira siendo costumbre y te amaré.
Te amaré.
Al caer de cada noche, esperaré.
A que seas luna llena y te amaré.
Y a pesar de todos estos,
En señal de lo que fué,
Seguirás cerca y muy dentro,
Te amaré.
Te amaré, te amaré,
A golpe de recuerdos.
Te amaré, te amaré.
Hasta el ultimissimo momento
Seguirás cerca y muy dentro.
A pesar de todo siempre,
Te amaré.
Miguel Bosé
Não sei quantas almas tenho Cada momento mudei Continuamente me estranho Nunca me vi nem acabei De tanto ser, só tenho alma Quem tem alma não tem calma Quem vê é só o que vê Quem sente não é quem é Atento ao que sou e vejo Torno-me eles e não eu Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu Sou minha própria paisagem Assisto à minha passagem Diverso, móbil e só Não sei sentir-me onde estou Por isso, alheio Vou lendo como páginas, meu ser O que segue não prevendo O que passou a esquecer Noto à margem do que li O que julguei que senti Releio e digo : "Fui eu ?" Deus sabe, porque o escreveu