quinta-feira, 11 de março de 2010

PLANO UNIMED FÁCIL: não contrate!

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Acabo de voltar de mais uma pernada, promovida às minhas custas pela minha querida operadora de plano de saúde, vulgo UNIMED PLANO ‘FÁCIL’.
Depois de pedir dispensa do trabalho,
dirijo-me ao lado oposto da cidade para realizar um exame
de mapa de pressão, ou sei lá que nome isso tem.
Na segunda feira, ao falar com o atendente da UNIMED,
na av. Generoso Ponce, disse-me ele que eu não precisava
pedir autorização para realizar exames.
Eu deveria ter gravado isso...
Muito bem, exame marcado, na hora combinada,
lá estava eu pontualmente. Autorização negada... Porque?
Primeiro, a clínica não está credenciada na UNIMED “fácil”.
Segundo:
POR QUE EU PRECISO SIMMMMMMMMMMMM DA AUTORIZAÇÃO.
Perdi meu tempo, fiquei com horas para repor no serviço,
gastei gasolina, estacionamento e não resolvi nada.
Se você está pensando em contratar um plano UNIMED, pense dez vezes.
Tenho seis meses de plano,
até hoje não sei quem faz parte da maldita rede credenciada no plano ‘fácil’.
Não tenho sequer uma cópia detalhada com direitos e obrigações.
Tudo que me forneceram e ainda por que eu fiz pedido no sindicato,
foi uma cópia mequetrefe, de uma página apenas,
informando montes de números que eu não consegui traduzir
em serviços oferecidos e procedimentos necessários.
Não tenho cópia detalhada do contrato até hoje.
Não tenho guia médico impresso.
Quando preciso me consultar,
tenho que me deslocar até a agência da operadora,
pedir autorização e me sujeitar a liberação.
Esperei pelo fim da carência nos exames por seis meses.
Hoje é este o serviço que me é oferecido.
Liguei no 0800, número de protocolo: 208325.
Sabe o que ficou resolvido?
Nada.
Acabo de ligar no consultório do oftalmologista,
já antevendo aborrecimentos e pergunto se eles atendem
pelo plano ‘fácil’, adivinhe a resposta?
Não, óbvio.
Já desmarquei a dita cuja.
Me recuso a permitir que a UNIMED escolha por mim,
qual profissional irá me atender.
É o cúmulo do absurdo, pagar e ainda ter que pedir autorizações.




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quarta-feira, 10 de março de 2010

No blog do David, tem.

Este vídeo lindo, lindo, lindo, está no blog do David.
Sensibilidade, talento, criatividade...
Parabéns pela escolha, Bill!








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Uma cena bizarra

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Tava no cinema agora a pouco.
Assistia o filme Preciosa,
trata-se de um drama, contado com extrema dignidade.
Mas a bizarrice não estava na tela e sim na platéia.
Um grupo de quatro ou cinco jovens, pelo menos três delas mulheres,
ria a não poder mais das cenas de estupro.
Em dado momento de tensão,
a personagem principal do filme amamentou o filho recém nascido.
O grupo quase teve uma síncope coletiva, ao explodir em risos.
Não sei o que eles estavam usando no momento,
mas foi algo extrememente desagradável.
Como disse o David, ''o mundo é esse...''


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Edital do Programa de Monitoria PROEG / UFMT























Abertas inscrições para Programa de Monitoria 2010

A Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informa que as inscrições de propostas dos cursos para o Programa de Monitoria para o ano letivo de 2010, nas modalidades de bolsas de monitoria remuneradas e voluntárias, estão abertas até o dia 22 de março.
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O valor da bolsa monitoria remunerada é de R$ 300,00 mensais para o ano letivo de 2010.
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A carga horária destinada ao Programa é de 20 horas semanais, para os monitores remunerados ou voluntários, distribuída entre orientação do professor, estudos e atividades didático-pedagógicas relacionadas ao ensino e pesquisa da disciplina.
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A monitoria voluntária não dá direito à remuneração e as atividades exercidas pelos monitores em ambos os casos não geram vínculo empregatício de qualquer natureza.
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As propostas de monitoria devem ser encaminhadas à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação por meio de protocolo e via eletrônica (proegmonitoria@.ufmt.br) com a proposta do curso com justificativa das disciplinas a serem contempladas no programa e com o plano de trabalho das disciplinas envolvidas (semestral ou anual de acordo com o regime do curso).
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A análise das propostas de monitoria será feita por uma comissão designada pela Proeg, a quem caberá à apreciação e a distribuição das vagas de monitorias remuneradas por curso.
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O resultado final da bolsa monitoria remunerada e voluntária será divulgado no portal da UFMT (www.ufmt.br), a partir do dia 12 de abril.
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Fonte: ASCOM / UFMT
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terça-feira, 9 de março de 2010

Sonho de Consumo























Beleza masculina em letras maiúsculas...
Além de talento, caráter, inteligência...






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Família Gasperini

O que é bom, resiste ao tempo...
Marcelo, Mauro e Maurício: tudo de bom!




E se acrescentar o Carlini e o Frejat, então...









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Cida e Gustavo: esse casal tem química...

As cenas deles são sempre interessantes, engraçadas.
Adoroooo!!!







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Como enlouquecer uma mãe...




























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O inusitado acontece

Estava eu dirigindo pela cidade quando me deparei com estes dois out doors.
A combinação ficou bem interessante.
Creio que não houve intencionalidade da parte da agência de publicidade,
mas que dá o que pensar, ah dá...
O primeiro out door,
alertava para o perigo do uso de álcool pelos motoristas,
durante o período de carnaval.
Não é possível visualizar as duas últimas letras da palavra diversão,
mas elas estão lá.
O segundo out door,
mostra o rostinho meigo de algumas ilustres figuras públicas matogrossenses,
que graças à Deus já fizeram a passagem.
A junção das duas coisas, atuação política e diversão, ficou bem interessante.
Cada um tire suas conclusões...
Eis o primeiro out door:
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O segundo out door:

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Os dois juntos:



















A visão ao longe...



















Os rostinhos meigos com os nomezinhos...



















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segunda-feira, 8 de março de 2010

Pérolas estudantis

Esse é um país que vai pra frente.
Mais um pouco e caímos do precipício...






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Unimed "Fácil" ou a miséria dos direitos do consumidor brasileiro























Segunda feira, acordo uma hora mais cedo que de costume
para não perder o horário da consulta agendada para 8.40h.
Chego lá as 7.55h, apresento meus documentos e aguardo.
O primeiro horário agendado era o meu, mas em lá chegando,
descubro que o atendimento é por ordem de chegada.
Haviam umas quatro pessoas na minha frente, já fiquei irritada,
pois planejei passar pela consulta e me encaminhar imediatamente
ao laboratório e realizar os exames de praxe, em seguida voltaria ao trabalho.
Uma voz irritante me interpela:
- A senhora tem autorização?
- O quê, autorização? Pra quê?
- Para poder realizar a consulta.
- Moça, meu plano está rigorosamente em dia,
preciso mais de quê para ser atendida?
- Precisa da autorização da Unimed, senhora.
- Deve haver algum engano, no momento de contratar a venda,
ninguém me falou que o Plano "Fácil", era cheio de burocracias...
- Fale com o atendente da Unimed, senhora...
Pra resumir, descobri que para poder me consultar,
tenho que pedir primeiro a benção da Unimed.
E mais, não cabe a mim escolher o médico,
eles é que decidem por mim... é mole?
Só posso escolher um profissional cuja especialidade
não esteja entre as oferecidas pela Unimed no local de autorização.
Mais um detalhe: a bendita autorização tem que ser pedida de corpo presente!
Em plena era de internet, eu tenho que deixar meu serviço,
me deslocar até o centro da cidade, debaixo de um calor infernal
e um trânsito pior ainda, para olhar nos lindos olhos do atendente
e pedir que me conceda aquilo que eu já pago (e caro) para ter.
Perguntei a ele se o fato do plano se intitular "fácil'', era alguma ironia...
Ligo furibunda para a pessoa que me vendeu o plano.
- Ah, mil perdões, eu esqueci desse detalhe, blá, blá, blá...
Pergunto a ela quem vai pagar a gasolina que eu gastei
atravessando a cidade, atrás de uma consulta que não consegui fazer,
e pela qual esperei cerca de quarenta dias até a médica ter agenda disponível.
Sem resposta.
Pergunto quem vai me reembolsar o valor do estacionamento.
Sem resposta também.
Nisso me lembro que, mesmo de posse da bendita autorização,
terei que marcar a consulta para outro dia e talvez a médica
não tenha agenda disponível novamente.
Sair de casa em jejum para fazer os exames é completamente inútil,
pode contar que perderei, no mínimo dois períodos para resolver isso.
Resultado: terei que pedir dispensa do serviço novamente
para me consultar e fazer os exames.
Gastar gasolina, tempo e grana tudo de novo...
E talvez as surpresas continuem a aparecer, tem mais essa...
Volto para o trabalho, e me humilho para a chefia explicando o que aconteceu.
Pior ainda, já dizendo que faltarei novamente ao serviço e desta vez em dobro,
já que a consulta ficou para o período da tarde
e os exames serão feitos outro dia pela manhã...
Alguém diz:
-Mas é seu direito...
Sim, estou no meu direito, e os prazos e editais esperam por direitos?
Enfim, no meio da confusão ainda tive 'sorte',
consegui remarcar a consulta por 'encaixe' (sendo que esperei quarenta dias...)
e farei os exames amanhã de manhã ou sei lá quando.
Ah, mais uma coisinha: você só pode se consultar
com o médico da especialidade que a Unimed não oferece no local de autorização.
Ou seja, vai querer me convencer de que este profissional
terá plena liberdade de pedir consultas e exames extras,
se isso não for conveniente para a operadora do plano de saúde?
Óbvio que não!
Ligo de novo para a bendita vendedora e solicito mudança de plano.
Serão mais R$120,00 por mês para não ter que pedir arrego,
toda vez que precisar me consultar.
Quem dera que esta mudança fosse automática,
mas não, ainda levará cerca de dois meses até que eu tenha direito à dignidade.
Sem contar que já comecei pagando um mês adiantado,
sem direito a usufruir de nada
e agora já fazem seis meses de plano e os aborrecimentos continuam.
Nunca vi um contrato tão leonino, com tantos direitos para a operadora
e tantas obrigações para o consumidor como esse contratado pela UFMT.
Só a Unimed detém direitos e benefícios,
ao servidor cabe apenas pagar e se humilhar para usar o plano.
Simplesmente ridículo, odioso.
Abaixo, um vídeo com um exemplo das propagandas
que invadem as nossas casas e mostram
uma Unimed que não corresponde à realidade.
Em termos de direitos do consumidor,
este país ainda está na idade das cavernas.







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sábado, 6 de março de 2010

Dener Pacheco
















Mário Lago disse uma vez que os jovens deveriam ser proibidos de partir.
Eu concordo com ele.
Fica a homenagem.





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Samba pros poetas




Samba pros Poetas

Diogo Nogueira e Inácio Rios

O povo clamando pro samba não morrer
Sambista de fato não deixa esmorecer
Bate no peito com raça e dignidade
O samba vem de Angola
Mexe meu peito, a mais pura verdade

Dizem que o samba da gente já morreu
Isso é conversa fiada, o samba cresceu
E Donga dizia pelo telefone
Que o samba é a alma do povo,
Raiz verdadeira, Brasil é seu nome

Samba de Monarco, de Ratinho
De Noel, de Padeirinho e do Silas de Oliveira
Samba de Katimba e da Vila, dona Ivone, Jovelina
E também João Nogueira
Samba pros poetas de verdade
Do Paulinho da Viola e pro Nélson Cavaquinho
Olha que o Candeia foi chegando
E o Sem Braço foi versando
Devagar, no miudinho





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Eu vivo sempre no mundo da lua...

Guilherme, irmãos Gasperini, Wander Taffo (saudade!),
afasta o sofá, sobe o sommmmmmmm!





Ah, Maurício Gasperini, o tempo só te faz bem...
























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Bem vinda, Odele!

Hoje tive a grata surpresa de perceber que
Odele Souza, mãe de Flávia, veio se juntar a nós neste cantinho.
Sejam muito bem vindas! Estamos juntas!






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sexta-feira, 5 de março de 2010

Cantar

Por que não fazer um curso de canto?
Idéia a se apreciar...
Em breve novidades.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Simplesmente complicado






















Assisti ontem essa comédia deliciosa.
Embora não seja uma história primorosa,
traz situações de humor inteligente.
Por três ou quatro vezes a sala do cinema veio abaixo,
por conta das provocações hilárias
entre as personagens de Meryl, Alec e Steve.
Merece ser visto algumas vezes, com certeza.
Leve, delicado, bem humorado, quase perfeito.
Abaixo, um trailer, mas o filme é bem melhor...




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quarta-feira, 3 de março de 2010

Na'vi, sequência de Avatar

















Realmente, ao assistir o filme, há vários momentos em que se percebem detalhes que deixam um certo mistério no ar sobre a história pregressa de Pandora e de seus habitantes. Tomara que a sequência não demore muito a chegar. E que a continuação seja tão boa ou melhor que a primeira parte. Muito bom. Veja a notícia da UOL:

James Cameron vai contar história dos Na'vi
em sequência de "Avatar", que deve tratar
da vida dos habitantes do planeta Pandora.
da Efe, em Los Angeles

Cameron comentou que a segunda parte do blockbuster
não deve se chamar "Avatar 2", mas sim "Na'vi",
nome dos habitantes do mundo criado pelo cineasta.

Responsável por filmes como "Titanic", "Aliens"
e "Exterminador do Futuro", ele afirma gostaria
de dirigir a sequência, embora deixe aberta a possibilidade
de outro diretor tome as rédeas do projeto,
que deve ter ainda mais um capítulo completando a trilogia.
Cameron fez essas declarações ao site Sci Fi Wire,

durante a cerimônia do Visual Effects Society Awards,
na qual recebeu uma homenagem por toda a sua carreira.
Além da sequência,

esse ano Cameron ainda deve escrever um livro
que servirá de precursor a "Avatar".
Nele, o diretor planeja contar os fatos
que antecederam a história contada no filme.






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terça-feira, 2 de março de 2010

A EVOLUÇÃO DO (PRE)CONCEITO DE DEFICIÊNCIA














Achei este texto interessante e gostaria de compartilhá-lo.
Suas autoras são Vaneza Cauduro Peranzoni e Soraia Napoleão Freitas.
Para lê-lo na íntegra, acesse este link.
Aqui um pequeno trecho:


"(...)
Na Idade Antiga, acreditava-se que o "comportamento diferente"
da PNEE era conseqüência de forças sobrenaturais,
sugerindo a crença em uma origem demoníaca
das doenças e, mais especificamente, da deficiência mental.
Com o advento da Idade Média, intensificou-se a crença no sobrenatural.
O homem passou a ser submetido a poderes invisíveis,
tanto para o bem quanto para o mal;
a prática de magia e as relações com o demônio eram parte do cotidiano.

Em conseqüência disso, segundo AMIRALIAN (1986),
a sociedade agia distintamente com as PNEE,
conforme o tipo de excepcionalidade apresentada:
os psicóticos e epilépticos eram considerados possuídos pelo demônio;
alguns estados de transe eram aceitos como possessão divina,
e os cegos eram reverenciados como videntes, profetas e adivinhos.

Em torno do século XVIII, começam aparecer explicações naturalistas
para o comportamento dos deficientes.
Segundo PESSOTTI (1984, p.72),
"o desenvolvimento da ciência permite questionar
os dogmas religiosos e começam a surgir
estudos mais sistemáticos na área médica
visando explicar tais comportamentos".

Os estudos na área da medicina permitiram verificar
que muitas deficiências eram resultantes
de lesões e disfunções no organismo.
Dessa forma, a medicina começa a ganhar um forte espaço,
e as PNEE passam a ser vistas
como objeto e clientela de estudo desta área.
Isso não significou ainda uma redução na discriminação social
de que eram vítimas, mas, sim, um marco no que se refere
ao atendimento às suas necessidades básicas de saúde apenas.

Assim, podemos dizer que há uma continuidade
da segregação aos deficientes.
Com o objetivo de oferecer tratamento médico
e aliviar a sobrecarga da família e da sociedade,
as PNEE eram mandadas para asilos e hospitais,
na companhia de prostitutas, loucos e delinqüentes.

Com a Revolução Industrial, o panorama da concepção
de deficiência muda um pouco seu foco,
considerando que esse período retrata um processo
de transformações econômicas e sociais,
caracterizadas pela aceleração do processo produtivo
e pela consolidação da produção capitalista,
abrindo caminho para o processo de produção em série,
que exige a escolarização em massa de seus trabalhadores.

Surge, então, uma nova parcela da população
que passou a ser considerada menos eficiente, ou seja, deficiente,
aqueles que não conseguiam aprender
conforme as normas escolares instituídas.
Observa-se que, até o início do século XIX,

a deficiência estava associada à incapacidade,
à idéia de inutilidade e dependência,
e não havia nenhuma preocupação com a mudança desse quadro.

O abandono e a eliminação das PNEE eram atitudes comuns
e não eram fundamentadas a preceitos morais e éticos
que regiam as relações sociais das diferentes épocas.
Somente no final do século XIX e no início do século XX

é que se criaram instituições para os deficientes mentais
moderados e profundos, com a finalidade de servir de asilo
para que eles "incomodassem" o menos possível.

Se observarmos a evolução histórica da deficiência
no que se refere ao atendimento educacional,
a área denominada de Educação Especial expandiu-se, no Brasil,
com a criação de entidades filantrópicas assistenciais
e especializadas destinadas à população das classes menos favorecidas.
Ao lado dessas instituições, surgiram clínicas
e escolas privadas para o atendimento das PNEE das classes mais altas.

Em relação ao atendimento, notamos um número elevado
de profissionais ligados ao modelo médico da deficiência,
no qual esta é vista como um "problema" do indivíduo e,
por isso, o próprio deficiente terá que mudar
para se adaptar à sociedade ou terá que ser mudado
por profissionais através da reabilitação ou cura.
(...)"


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segunda-feira, 1 de março de 2010

Calouros com o pé na estrada
















Novo sistema de seleção que substitui vestibulares favorece a mobilidade,
e calouros se preparam para sair de casa.
TARSO ARAUJO
DA REPORTAGEM LOCAL

Entrar para a universidade já é um rito de passagem e tanto.
Para alguns calouros, porém, a mudança vai ser bem mais radical.
É que neste ano ficou mais fácil entrar numa faculdade longe de casa,
com a substituição do vestibular pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada)
no processo seletivo de 51 universidades e institutos públicos.
Um total de 47.913 vagas foi oferecido pelo sistema,
e estudantes do Brasil inteiro puderam
concorrer a elas sem sair de sua cidade para fazer prova.
"Eu nem me imaginava numa [universidade] federal.
Terminaria meu curso técnico e procuraria emprego aqui na região.
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Agora, vou me aventurar em Mato Grosso", diz Adalto Vieira, 17,
de Altinópolis (SP), que passou para história na UFMT, em Cuiabá.
Para alguns, sair da cidade era mesmo a única opção.
"Eu já estava preparado para sair, porque aqui não tem faculdade",
disse Matheus Palú, 17, de Santa Helena (PR),
um dia antes de embarcar para Pato Branco (PR)
para cursar química na UTFPR.
Mas estudar em outro Estado não foi uma decisão pacífica para todos.
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Maria Laura Perini, 18, de Itápolis (SP), c
onseguiu uma cobiçada vaga de medicina na UFMT,
a 1.300 km de distância de casa.
"Minha mãe não queria, porque é longe.
Mas, no final, me deu os parabéns", diz,
lembrando que também lutou contra a lentidão do Sisu.
"Só consegui a inscrição no último dia."
Outra marca da estreia foi
o baixo número de matrículas na primeira chamada.
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Muitos se inscreveram ou para garantir vaga,
caso não passassem no vestibular desejado,
ou para ver como o sistema funcionaria.
Esse foi o caso de Tamara Zawadski, 18, de Salto (SP),
que passou para engenharia ambiental em Londrina (PR),
mas não se matriculou.
"Quero fazer medicina. Então vou fazer cursinho e tentar de novo."
Resultado: 60% das vagas sobraram para a segunda chamada.
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Sorte de outros.
Fúlvio Figueiredo, 18,
classificado na segunda chamada da Unifesp de Santos,
fez até um "autotrote" em Altinópolis.
"A gente se pintou e fez um pedágio
para arrecadar dinheiro para uma festa", diz.
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Vida republicana
Com o nome na lista de aprovados, começa a peregrinação:
era preciso viajar logo após a divulgação dos resultados
para fazer matrícula na faculdade e garantir a vaga.
"Peguei duas horas de carro até Ribeirão Preto e um avião até Cuiabá.
Voltei no dia seguinte", diz Maria Laura.
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Outra preocupação imediata é encontrar lugar para morar.
Quitinetes, pensões e repúblicas são as opções básicas,
da mais cara para a mais barata.
"Estava conversando agora com umas meninas pelo Orkut,
na comunidade da Unifei, para montarmos uma república",
diz Isabela Neves, 17, de Jacareí (SP),
caloura de engenharia de saúde e segurança no campus de Itabira (MG).
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Os retirantes já contabilizam prós e contras:
"É longe da família, mas não vai ter hora para chegar",
analisa Lucas Carnio, 18, outro que vai para Itabira,
cursar engenharia elétrica.
"Não sei cozinhar nada.
Então, a gente estava combinando no Orkut
que a minha colega de república vai cozinhar e eu vou lavar a louça.
Vida de universitário", diz Isabela.

Fonte: UOL
Foto: quadras externas UFMT.

A todos, sejam muito bem vindos!
A UFMT lhes recebe de braços abertos!
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